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  • Cientistas descobrem mecanismo que pode ajudar a recuperar a força muscular em idosos

    Pesquisa da Universidade de Missouri identifica uma falha na comunicação entre nervos e músculos e aponta um possível caminho para futuros tratamentos contra a fraqueza muscular associada ao envelhecimento. Uma nova descoberta sobre o envelhecimento muscular A perda de força muscular é um dos desafios mais importantes para a saúde durante o envelhecimento. Agora, pesquisadores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, identificaram um mecanismo biológico que poderá contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos. A descoberta foi destacada pela universidade em 15 de outubro de 2026 e publicada na revista científica The Journal of Clinical Investigation. O estudo demonstra que parte da fraqueza muscular relacionada à idade pode estar associada a falhas na comunicação entre os nervos e os músculos. Por que perdemos força ao envelhecer? Com o passar dos anos, o organismo apresenta alterações naturais que podem comprometer a massa e a função muscular. Uma dessas condições é a sarcopenia, caracterizada pela redução progressiva da força e da capacidade muscular. Ela pode dificultar atividades cotidianas, como caminhar, subir escadas e levantar objetos. Tradicionalmente, pesquisadores investigam a perda de massa muscular e as alterações nos neurônios responsáveis pelos movimentos. Entretanto, o novo estudo revelou que existe outro fator importante: a eficiência da comunicação entre nervos e músculos. O que os cientistas descobriram? A equipe liderada pelo pesquisador W. David Arnold identificou alterações na chamada junção neuromuscular, região onde os sinais nervosos estimulam a contração muscular. Os cientistas observaram que essa comunicação se torna menos eficiente com o envelhecimento. O fenômeno está associado à redução de uma proteína chamada NaV1.4, importante para a transmissão dos sinais elétricos que ativam os músculos. A descoberta foi investigada em seres humanos e modelos animais. Segundo os pesquisadores, compreender esse mecanismo poderá ajudar a explicar por que algumas pessoas apresentam perda significativa de força mesmo quando outros fatores musculares são considerados. Uma possível estratégia para recuperar a força Além de identificar o problema, os cientistas investigaram uma maneira de melhorar a resposta muscular. Em colaboração com a empresa dinamarquesa NMD Pharma, a equipe utilizou uma abordagem experimental direcionada à proteína ClC-1. Ao reduzir parcialmente a atividade dessa proteína, os pesquisadores conseguiram melhorar a resposta dos músculos aos sinais nervosos e aumentar a força muscular em um modelo animal de envelhecimento. Os resultados sugerem que determinadas alterações relacionadas à idade poderão ser parcialmente reversíveis. Entretanto, a estratégia ainda precisa ser avaliada especificamente em pessoas idosas com sarcopenia. O que isso significa para a medicina? A descoberta poderá abrir novas possibilidades para pesquisas sobre: Prevenção da perda de força muscular. Tratamentos para sarcopenia. Preservação da mobilidade na terceira idade. Reabilitação neuromuscular. Longevidade com maior independência funcional. A proteína ClC-1 já é investigada em estudos clínicos relacionados a determinadas doenças neuromusculares. No entanto, isso não significa que exista um medicamento aprovado para recuperar a força muscular perdida pelo envelhecimento por meio desse mecanismo. Novas pesquisas serão necessárias para determinar a eficácia e a segurança da abordagem em idosos. O futuro da longevidade saudável O estudo reforça uma tendência importante da medicina: investigar não apenas como prolongar a vida, mas como preservar a capacidade funcional durante o envelhecimento. Manter a força muscular é fundamental para a autonomia e a qualidade de vida. A identificação de novos mecanismos biológicos poderá complementar estratégias já reconhecidas, como atividade física regular, alimentação adequada e acompanhamento profissional. Conclusão A pesquisa da Universidade de Missouri amplia o conhecimento sobre as causas da fraqueza muscular associada à idade. Ao identificar uma falha na comunicação entre nervos e músculos e demonstrar uma possível forma de melhorar essa comunicação em animais, os cientistas abriram uma nova linha de investigação. O futuro da longevidade poderá ser medido não apenas pelos anos de vida, mas pela capacidade de permanecer ativo e independente. Fontes e referências University of Missouri School of Medicine — 15 de outubro de 2026 Mizzou discovery could help preserve muscle strength. https://medicine.missouri.edu/news/mizzou-discovery-could-help-preserve-muscle-strength The Journal of Clinical Investigation Neuromuscular junction failure in sarcopenia is linked to NaV1.4 loss and reversed by ClC-1 inhibition. Estudo científico sobre as alterações na comunicação neuromuscular durante o envelhecimento.

  • Harvard identifica gene capaz de retardar o envelhecimento em estudo experimental

    Pesquisadores utilizam inteligência artificial e engenharia genética para investigar o rejuvenescimento celular e encontram resultados promissores em animais. Uma nova descoberta sobre o envelhecimento O envelhecimento é um dos processos biológicos mais complexos estudados pela medicina. Agora, uma pesquisa liderada por cientistas da Harvard Medical School apresenta uma nova possibilidade para compreender e, futuramente, intervir nesse processo. Em 15 de outubro de 2026, a universidade divulgou os resultados de um estudo que identificou um gene associado à redução de características do envelhecimento celular. A pesquisa, publicada na revista científica Nature Aging, combinou inteligência artificial, análise genética e experimentos laboratoriais. Os resultados representam um avanço na investigação de estratégias para prolongar a vida saudável. O papel da inteligência artificial Os pesquisadores desenvolveram um algoritmo de aprendizado de máquina capaz de estimar a idade biológica de células da pele a partir de padrões de atividade genética. Essa abordagem permitiu investigar quais genes poderiam influenciar processos relacionados ao envelhecimento. Entre os candidatos analisados, um gene chamado SRSF1 apresentou resultados especialmente promissores. O SRSF1 participa da regulação do RNA, molécula fundamental para a produção de proteínas e o funcionamento das células. O que os cientistas descobriram? Nos experimentos laboratoriais, o aumento da atividade do gene SRSF1 reduziu características associadas ao envelhecimento em fibroblastos, células importantes para a estrutura e manutenção dos tecidos. Entre os efeitos observados estavam alterações relacionadas à senescência celular, ao equilíbrio das proteínas e à inflamação crônica de baixo grau. Os pesquisadores também realizaram testes em camundongos envelhecidos. Segundo o estudo, a intervenção aumentou em 14% a longevidade dos animais avaliados. O resultado despertou interesse por demonstrar que a manipulação de determinados mecanismos genéticos poderá influenciar processos biológicos associados ao envelhecimento. O que isso significa para a saúde humana? A descoberta poderá contribuir para pesquisas sobre doenças relacionadas à idade e estratégias de medicina regenerativa. Entre as áreas que poderão se beneficiar de avanços futuros estão: Envelhecimento celular e saúde dos tecidos. Medicina regenerativa. Doenças associadas ao avanço da idade. Desenvolvimento de terapias genéticas. Estudos sobre longevidade saudável. Entretanto, os resultados ainda são experimentais e não demonstram que o envelhecimento humano possa ser revertido com essa técnica. Será necessário investigar a segurança da intervenção, seus efeitos em diferentes tecidos e sua possível aplicação clínica. Uma nova perspectiva para a longevidade A pesquisa foi liderada por uma equipe associada ao professor George Church, da Harvard Medical School, em colaboração com cientistas de outras instituições. O objetivo de longo prazo é identificar mecanismos capazes de preservar a saúde dos tecidos durante o envelhecimento. Mais do que aumentar a expectativa de vida, a medicina da longevidade procura ampliar o período em que as pessoas permanecem saudáveis e funcionalmente independentes. A nova plataforma de análise genética poderá ajudar pesquisadores a identificar outros genes com potencial terapêutico. Conclusão A descoberta do papel do gene SRSF1 representa uma contribuição importante para o estudo do envelhecimento. Embora ainda não exista uma aplicação clínica comprovada, os resultados demonstram como inteligência artificial e biotecnologia podem acelerar a identificação de novos caminhos para a medicina. O futuro da longevidade poderá estar na capacidade de compreender e preservar os mecanismos que mantêm nossas células saudáveis. Fontes e referências Harvard Medical School — 15 de outubro de 2026 New Screening Platform Helps Identify Genes With Tissue-Rejuvenation Potential. https://hms.harvard.edu/news/new-screening-platform-helps-identify-genes-tissue-rejuvenation-potential Nature Aging — 14 de outubro de 2026 Estudo científico sobre a identificação de fatores genéticos associados ao rejuvenescimento celular, incluindo o gene SRSF1.

  • Robô humanoide poderá trabalhar mais de 20 horas por dia com nova tecnologia de bateria

    Parceria entre Agility Robotics e Nyobolt apresenta sistema de carregamento ultrarrápido que promete ampliar a produtividade dos robôs humanoides. Uma nova geração de robôs humanoides A evolução da robótica está aproximando os robôs humanoides de aplicações práticas em ambientes industriais e logísticos. Em 15 de outubro de 2026, a empresa norte-americana Agility Robotics anunciou uma parceria com a britânica Nyobolt para incorporar uma nova tecnologia de baterias ao robô humanoide Digit 5. Segundo as empresas, o sistema permitirá que o equipamento opere por mais de 20 horas em um período de 24 horas, considerando ciclos de trabalho e recarga. A novidade representa um avanço importante para um dos principais desafios da robótica: manter máquinas autônomas funcionando durante longos períodos. Uma bateria que recarrega em apenas nove minutos O grande diferencial está na velocidade de carregamento. De acordo com a Agility Robotics, o novo Digit 5 terá uma bateria capaz de oferecer aproximadamente 90 minutos de funcionamento com apenas nove minutos de recarga. Essa relação representa dez minutos de operação para cada minuto de carregamento. Na geração anterior, Digit 4, a proporção informada pela empresa era de aproximadamente dois minutos de funcionamento para cada minuto de recarga. A melhoria poderá reduzir significativamente o tempo em que os robôs permanecem parados para recuperar energia. Como funciona o Digit 5? O Digit é um robô humanoide desenvolvido para executar tarefas em ambientes projetados originalmente para pessoas. Sua estrutura possui pernas articuladas, braços e sistemas de percepção que permitem movimentação e manipulação de objetos. Entre as aplicações previstas estão: Transporte e movimentação de materiais. Operações em centros de distribuição. Apoio a processos industriais. Atividades logísticas repetitivas. Integração com sistemas automatizados. O Digit 5 foi apresentado como uma evolução voltada ao trabalho próximo de pessoas, com recursos projetados para operações colaborativas mais seguras. Entretanto, a utilização em ambientes reais depende de avaliações de segurança, integração e condições específicas de operação. Inteligência artificial e autonomia Além das melhorias energéticas, o desenvolvimento de robôs humanoides envolve avanços em inteligência artificial. Esses sistemas utilizam sensores, algoritmos e mecanismos de controle para interpretar informações do ambiente e executar movimentos. A combinação entre inteligência artificial e baterias mais eficientes poderá ampliar as possibilidades de utilização de robôs em diferentes setores. Na prática, um equipamento capaz de recarregar rapidamente poderá realizar mais atividades durante uma jornada operacional, com menos interrupções. O impacto para as empresas A autonomia energética é um dos fatores que influenciam a viabilidade econômica dos robôs humanoides. Equipamentos que precisam permanecer longos períodos conectados a carregadores podem apresentar limitações em operações contínuas. Com a nova tecnologia, a Agility Robotics pretende aumentar a disponibilidade operacional do Digit 5. A inovação poderá beneficiar especialmente centros logísticos e instalações industriais que trabalham em diferentes turnos. Entretanto, os resultados anunciados são especificações divulgadas pelas empresas. O desempenho efetivo dependerá das tarefas executadas e das condições de utilização. O futuro dos robôs humanoides A robótica humanoide está avançando em três áreas fundamentais: inteligência artificial, capacidade de movimentação e autonomia energética. O desenvolvimento de baterias com carregamento ultrarrápido poderá contribuir para superar uma das limitações práticas desses equipamentos. Embora ainda existam desafios relacionados a custos, segurança e confiabilidade, novas soluções estão aproximando os robôs humanoides de uma utilização comercial mais ampla. Conclusão A parceria entre Agility Robotics e Nyobolt demonstra como a inovação em baterias poderá transformar a robótica. Com recargas de apenas nove minutos e maior disponibilidade operacional, o Digit 5 representa uma nova etapa no desenvolvimento de máquinas capazes de atuar em ambientes compartilhados com pessoas. O futuro da robótica não dependerá apenas de máquinas mais inteligentes, mas também de tecnologias que permitam mantê-las em movimento. Fonte e referência Agility Robotics — 15 de outubro de 2026 Agility Robotics Selects Nyobolt as its Ultra-Fast Charging Battery Technology Partner for Digit 5. https://www.agilityrobotics.com/content/agility-robotics-selects-nyobolt-as-its-ultra-fast-charging-battery-technology-partner-for-digit-5

  • Samsung avança no desenvolvimento do 6G e prepara nova geração de internet móvel

    Evento realizado no Vale do Silício reúne especialistas para discutir redes inteligentes, inteligência artificial e o futuro das telecomunicações. A próxima revolução da conectividade A tecnologia 6G começa a ganhar espaço nas estratégias das maiores empresas de telecomunicações do mundo. Em 15 de outubro de 2026, a Samsung Electronics anunciou a realização do Silicon Valley Future Wireless Summit 2026, em Mountain View, na Califórnia, Estados Unidos. O encontro reuniu representantes de operadoras, fabricantes e instituições de pesquisa para discutir o desenvolvimento das redes móveis de próxima geração. O principal destaque foi a integração entre inteligência artificial e infraestrutura de comunicação, uma combinação que poderá transformar a maneira como pessoas, empresas e dispositivos se conectam. O que é a tecnologia 6G? O 6G representa a futura geração de redes móveis, projetada para suceder o 5G. Embora seus padrões técnicos ainda estejam em desenvolvimento, pesquisadores investigam recursos que poderão proporcionar conexões mais eficientes, menor latência e maior integração entre sistemas digitais e físicos. Entre as possibilidades estudadas estão: Comunicação avançada entre veículos e infraestrutura urbana. Integração de robôs e equipamentos industriais. Experiências imersivas com realidade aumentada. Redes inteligentes capazes de otimizar seu funcionamento. Conectividade ampliada para dispositivos e sensores. Essas aplicações ainda dependem de avanços tecnológicos, padronização e investimentos em infraestrutura. Inteligência artificial no centro das novas redes Uma das principais propostas discutidas pela Samsung é o desenvolvimento de redes AI-native, ou seja, sistemas projetados desde sua concepção para incorporar inteligência artificial. Diferentemente das redes tradicionais, essas estruturas poderão utilizar algoritmos inteligentes para analisar o tráfego de dados, identificar problemas e otimizar recursos. Na prática, isso poderá permitir que futuras redes ajustem automaticamente determinados parâmetros conforme a demanda. A tecnologia também poderá contribuir para melhorar a eficiência energética e o gerenciamento de grandes volumes de dispositivos conectados. O impacto para empresas e consumidores O desenvolvimento do 6G poderá beneficiar diferentes setores da economia. Na indústria, sistemas de comunicação mais avançados poderão facilitar a integração entre máquinas, sensores e robôs. Nas cidades, novas redes poderão apoiar sistemas de transporte, monitoramento ambiental e infraestrutura inteligente. Para os consumidores, a evolução poderá proporcionar experiências digitais mais integradas, especialmente em aplicações que exigem comunicação rápida e confiável. Entretanto, esses benefícios ainda são possibilidades em desenvolvimento, e não funcionalidades comerciais já disponíveis. Quando o 6G estará disponível? A implantação comercial do 6G é geralmente projetada para o início da próxima década, em torno de 2030. Antes disso, será necessário concluir pesquisas, definir padrões internacionais, desenvolver equipamentos compatíveis e realizar testes de interoperabilidade. A Samsung e outras empresas do setor participam desse processo, buscando estabelecer as bases tecnológicas da próxima geração de conectividade. Conclusão O desenvolvimento do 6G representa mais do que a busca por velocidades superiores de internet. A integração entre inteligência artificial e telecomunicações poderá criar redes capazes de operar com maior autonomia, eficiência e capacidade de adaptação. O futuro da conectividade poderá ser definido não apenas pela velocidade das redes, mas pela inteligência com que elas conectam o mundo. Fontes e referências Samsung Electronics — 15 de outubro de 2026 Samsung Hosts Silicon Valley Future Wireless Summit 2026. https://news.samsung.com/global/samsung-hosts-silicon-valley-future-wireless-summit-2026 International Telecommunication Union (ITU) Informações sobre o desenvolvimento da próxima geração de redes móveis, denominada IMT-2030. https://www.itu.int/

  • Ethereum prepara proteção contra computadores quânticos e estabelece metas para 2029

    Uma das maiores redes de criptomoedas do mundo desenvolve novas tecnologias de segurança para enfrentar os desafios da computação quântica. A nova corrida pela segurança das criptomoedas A evolução da computação quântica está levando importantes redes de criptomoedas a reconsiderar seus sistemas de segurança. Em 2026, a Ethereum Foundation intensificou suas pesquisas em criptografia pós-quântica e estabeleceu um roteiro tecnológico com metas até 2029. O objetivo é preparar a rede Ethereum para um futuro em que computadores quânticos suficientemente avançados poderão comprometer determinados métodos criptográficos utilizados atualmente. A iniciativa envolve pesquisadores, desenvolvedores e especialistas em segurança digital. Por que as criptomoedas precisam se preparar? Criptomoedas como Bitcoin e Ethereum utilizam assinaturas digitais para comprovar a autorização de transações. Esses mecanismos dependem de problemas matemáticos extremamente difíceis para computadores convencionais. Entretanto, computadores quânticos suficientemente poderosos poderão utilizar algoritmos específicos, como o algoritmo de Shor, para resolver alguns desses problemas com maior eficiência. Isso poderia comprometer a segurança de chaves privadas associadas a determinadas chaves públicas. Atualmente, porém, não existe demonstração de um computador quântico capaz de executar esses ataques contra a rede Ethereum em condições práticas. Como o Ethereum pretende enfrentar o desafio? A Ethereum Foundation criou uma equipe especializada em segurança pós-quântica, responsável por desenvolver e testar alternativas criptográficas. Entre as tecnologias investigadas estão as assinaturas digitais baseadas em funções hash, consideradas candidatas importantes para sistemas resistentes a ataques quânticos. O planejamento contempla mudanças em diferentes componentes da rede: Carteiras digitais: adoção gradual de novos mecanismos de autenticação. Validadores: desenvolvimento de assinaturas pós-quânticas para proteger o consenso da rede. Contratos inteligentes: suporte a métodos criptográficos mais modernos. Infraestrutura: adaptação dos sistemas de processamento e verificação de transações. A implementação deverá ocorrer progressivamente, mediante testes e atualizações do protocolo. Por que 2029 se tornou uma data importante? O roteiro conhecido como Lean Ethereum estabelece 2029 como referência para avanços importantes na infraestrutura pós-quântica. Isso não significa que computadores quânticos necessariamente conseguirão quebrar a segurança das criptomoedas naquele ano. A data representa uma meta de planejamento tecnológico. Como a atualização de uma rede descentralizada exige coordenação entre milhares de participantes, os desenvolvedores consideram fundamental iniciar a preparação antes que exista uma ameaça concreta. O impacto para o mercado de criptomoedas A transição para a criptografia pós-quântica poderá influenciar o desenvolvimento de carteiras digitais, plataformas de negociação e sistemas de custódia. Também poderá estimular pesquisas sobre novas formas de autenticação e proteção de ativos digitais. Entretanto, a adoção dessas tecnologias envolve desafios. Algumas assinaturas pós-quânticas exigem mais espaço de armazenamento e maior capacidade de processamento, o que pode afetar a eficiência das redes. Por isso, pesquisadores buscam equilibrar segurança, desempenho e descentralização. As criptomoedas estão ameaçadas agora? Segundo a documentação oficial do Ethereum, os recursos dos usuários não enfrentam atualmente uma ameaça prática proveniente de computadores quânticos. O trabalho em andamento é preventivo. Especialistas também destacam que a transição deverá ocorrer de maneira coordenada, evitando mudanças precipitadas que possam comprometer a segurança dos sistemas existentes. Conclusão A computação quântica poderá transformar profundamente a maneira como informações e ativos digitais são protegidos. Ao desenvolver mecanismos de segurança pós-quântica, o Ethereum demonstra que a evolução das criptomoedas depende não apenas de velocidade e inovação, mas também de preparação para desafios futuros. A próxima geração das criptomoedas poderá ser definida pela capacidade de unir descentralização, tecnologia e segurança quântica. Fontes e referências Ethereum Foundation — Segurança pós-quântica Documentação oficial sobre o roteiro de proteção da rede Ethereum. https://ethereum.org/pt-br/roadmap/security/quantum-resistance/ Post-Quantum Ethereum — Ethereum Foundation Portal oficial dedicado às pesquisas e atualizações de segurança pós-quântica. https://pq.ethereum.org/ Google Quantum AI — 31 de março de 2026 Safeguarding cryptocurrency by disclosing quantum vulnerabilities responsibly. https://research.google/blog/safeguarding-cryptocurrency-by-disclosing-quantum-vulnerabilities-responsibly/

  • Computação quântica ameaça o Bitcoin? Cientistas desenvolvem nova proteção

    Pesquisa anunciada nos Estados Unidos apresenta uma solução experimental para proteger transações de Bitcoin contra possíveis ataques de computadores quânticos no futuro. O Bitcoin diante da revolução quântica O avanço da computação quântica está despertando uma preocupação crescente entre pesquisadores e especialistas em segurança digital: a possibilidade de computadores quânticos comprometerem sistemas criptográficos utilizados pelas criptomoedas. Em 13 de outubro de 2026, a Universidade East Texas A&M, nos Estados Unidos, divulgou uma pesquisa que apresenta uma nova abordagem para proteger a Lightning Network, rede utilizada para realizar transações de Bitcoin de maneira rápida e com custos reduzidos. O trabalho representa um avanço nas pesquisas sobre segurança pós-quântica, área dedicada ao desenvolvimento de tecnologias resistentes a futuros ataques realizados por computadores quânticos. Por que a computação quântica pode ameaçar o Bitcoin? O Bitcoin utiliza mecanismos criptográficos para proteger transações e comprovar a propriedade dos ativos digitais. Entre eles estão as assinaturas digitais baseadas em criptografia de curvas elípticas. Um computador quântico suficientemente poderoso poderia, teoricamente, utilizar o algoritmo de Shor para descobrir determinadas chaves privadas a partir de chaves públicas expostas. Isso permitiria que um invasor produzisse assinaturas não autorizadas e movimentasse bitcoins de terceiros. Entretanto, existe uma distinção fundamental: nenhum computador quântico conhecido atualmente possui capacidade comprovada para executar esse ataque contra o Bitcoin em condições práticas. A ameaça é considerada futura, mas especialistas defendem que a preparação deve começar antecipadamente. A nova solução desenvolvida pelos pesquisadores A pesquisa apresentada pela universidade recebeu o nome de PQLN — Post-Quantum Security for the Bitcoin Lightning Network's Off-Chain Surfaces. O projeto foi desenvolvido pelo professor Ahmet Kurt e colaboradores de outras instituições norte-americanas. A proposta consiste em incorporar mecanismos de proteção pós-quântica a determinadas operações realizadas fora da blockchain principal, conhecidas como operações off-chain. Os pesquisadores desenvolveram e avaliaram uma implementação experimental para investigar a viabilidade dessa proteção. O estudo foi disponibilizado em setembro de 2026 no repositório científico arXiv, como pré-publicação ainda não necessariamente submetida à revisão por pares. O que é a Lightning Network? A Lightning Network é uma tecnologia construída sobre o Bitcoin para permitir pagamentos mais rápidos, sem a necessidade de registrar individualmente cada operação na blockchain principal. Ela utiliza canais de pagamento entre participantes, reduzindo a quantidade de transações que precisam ser processadas diretamente pela rede Bitcoin. A proteção desses canais é importante porque envolve mensagens, autenticação e operações criptográficas. A nova pesquisa procura fortalecer determinadas partes desse sistema contra possíveis ameaças futuras. O Bitcoin está em risco agora? Não há evidências de que computadores quânticos atuais consigam quebrar as assinaturas criptográficas do Bitcoin em escala prática. Em 7 de outubro de 2026, a Europol publicou um alerta destacando que a evolução da computação quântica exige planejamento antecipado por parte do setor de criptomoedas. Segundo a agência europeia, o principal desafio está na proteção das chaves criptográficas utilizadas para controlar carteiras digitais. A transição para novos padrões de segurança poderá exigir atualizações de protocolos, carteiras e sistemas de custódia. Por isso, pesquisadores investigam alternativas antes que a ameaça se torne realidade. O futuro da segurança das criptomoedas A chamada criptografia pós-quântica utiliza métodos matemáticos desenvolvidos para resistir tanto a ataques de computadores convencionais quanto aos de futuros computadores quânticos. O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) já publicou padrões internacionais nessa área. Entretanto, adaptar esses mecanismos ao Bitcoin envolve desafios técnicos e a necessidade de consenso entre participantes da rede. A solução apresentada para a Lightning Network é uma contribuição experimental importante, mas não torna todo o Bitcoin resistente a ataques quânticos. Conclusão A computação quântica poderá transformar profundamente a segurança digital nas próximas décadas. Embora os computadores quânticos atuais ainda não representem uma ameaça prática à criptografia do Bitcoin, pesquisadores já trabalham em alternativas para proteger suas transações. A questão não é apenas se a computação quântica poderá desafiar o Bitcoin, mas como a tecnologia poderá evoluir para enfrentar esse futuro. Fontes e referências East Texas A&M University — 13 de outubro de 2026 ETAMU Researcher Helps Protect Bitcoin Lightning Network From Quantum Threats. https://www.etamu.edu/news/etamu-researcher-helps-protect-bitcoin-lightning-network-from-quantum-threats/ Europol — 7 de outubro de 2026 Europol urges early action to protect cryptocurrencies and sensitive data from quantum threats. https://www.europol.europa.eu/media-press/newsroom/news/europol-urges-early-action-to-protect-cryptocurrencies-and-sensitive-data-quantum-threats NIST — Criptografia pós-quântica https://csrc.nist.gov/Projects/Post-Quantum-Cryptography

  • Google reduz erros quânticos em 40 vezes e avança rumo a computadores mais poderosos

    Experimento realizado com o processador Willow demonstra uma técnica que poderá facilitar a construção de computadores quânticos capazes de executar cálculos complexos com maior confiabilidade. Um novo marco para a computação quântica O Google Quantum AI anunciou, em 15 de outubro de 2026, um avanço importante na busca por computadores quânticos mais confiáveis. Em um estudo publicado na revista científica Science, pesquisadores demonstraram experimentalmente uma técnica chamada magic state cultivation, ou cultivo de estados mágicos. Aplicada ao processador quântico Willow, a técnica reduziu em aproximadamente 40 vezes os erros de determinados estados quânticos, em comparação com estados que não passaram pelo procedimento. O resultado representa um passo importante para superar uma das principais limitações da computação quântica. Por que os erros são um desafio? Computadores quânticos utilizam qubits para processar informações por meio de fenômenos como superposição e entrelaçamento. Entretanto, esses estados são extremamente sensíveis a interferências ambientais, variações de temperatura e imperfeições nos equipamentos. Pequenas perturbações podem comprometer os resultados dos cálculos. Por isso, desenvolver mecanismos de correção de erros é essencial para construir máquinas capazes de executar operações complexas por períodos prolongados. O que são estados mágicos? Apesar do nome, os chamados estados mágicos não envolvem nenhum fenômeno sobrenatural. São estados quânticos especiais utilizados para realizar determinadas operações necessárias à computação quântica universal. O problema é que produzir esses estados com alta qualidade exige muitos recursos computacionais. Segundo o Google, algumas estimativas indicam que sua preparação poderia consumir até 95% da capacidade de determinadas arquiteturas de computadores quânticos. A nova técnica procura reduzir esse custo. Como o Google conseguiu o resultado? Os pesquisadores desenvolveram um procedimento que começa com um estado quântico sujeito a erros. Em seguida, uma sequência coordenada de medições permite identificar problemas e descartar tentativas inadequadas. O processo busca produzir estados mais confiáveis, preservando as propriedades necessárias para operações quânticas avançadas. No processador Willow, a equipe alcançou uma fidelidade lógica de 99,99% nos estados produzidos. Os pesquisadores também demonstraram a transferência desses estados entre diferentes códigos de correção de erros. Quais tecnologias poderão se beneficiar? Computadores quânticos mais confiáveis poderão, futuramente, contribuir para pesquisas em diferentes áreas: Química: simulação de moléculas e reações complexas. Materiais: investigação de novas propriedades físicas. Energia: desenvolvimento de materiais e processos mais eficientes. Tecnologia: execução de determinados cálculos difíceis para computadores convencionais. Essas aplicações ainda dependem de avanços adicionais em hardware, algoritmos e correção de erros. O que acontece agora? Embora os resultados sejam promissores, o Google reconhece que será necessário demonstrar a técnica em escalas maiores. O experimento não significa que o Willow já consiga executar qualquer cálculo sem erros ou substituir os supercomputadores atuais. Seu principal resultado é demonstrar que uma solução anteriormente estudada na teoria pode funcionar em um processador quântico real. Conclusão A redução de erros representa um dos desafios mais importantes da computação quântica. Ao demonstrar uma nova maneira de preparar estados quânticos com elevada fidelidade, o Google aproxima essa tecnologia de aplicações científicas mais complexas. O futuro dos computadores quânticos dependerá não apenas de mais qubits, mas também da capacidade de utilizá-los com precisão e confiabilidade. Fontes e referências Google Quantum AI — 15 de outubro de 2026 Bringing the magic: Google breaks open a bottleneck in quantum computing. https://blog.google/innovation-and-ai/models-and-research/quantum-computing/magic-state-cultivation-quantum-computing/ Science — 15 de outubro de 2026 Estudo científico sobre a demonstração experimental da técnica magic state cultivation no processador Willow, conforme divulgado pelo Google Quantum AI.

  • Inteligências artificiais desenvolvem linguagem própria para se comunicar

    Pesquisa realizada na Bélgica demonstra que sistemas autônomos podem criar um vocabulário compartilhado sem depender de uma linguagem previamente definida por humanos. Uma nova forma de comunicação entre máquinas Pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas (VUB) e da Universidade de Namur, na Bélgica, demonstraram que sistemas de inteligência artificial podem desenvolver uma linguagem compartilhada por meio de suas próprias interações. A descoberta, divulgada em 15 de outubro de 2026, representa um avanço nas pesquisas sobre comunicação entre agentes inteligentes. Diferentemente dos modelos de IA que utilizam idiomas humanos, os sistemas estudados foram capazes de construir um vocabulário relacionado às informações que recebem do ambiente. O trabalho foi publicado na revista científica Transactions of the Association for Computational Linguistics. Como as inteligências artificiais criaram essa linguagem? Os pesquisadores desenvolveram agentes de IA capazes de observar informações, criar representações e trocar mensagens entre si. Em vez de receber um dicionário pronto, cada agente podia propor palavras e ajustar seus significados conforme o sucesso ou o fracasso das interações. Com o tempo, os sistemas passaram a compartilhar conceitos que facilitavam a comunicação. O processo ocorreu sem a necessidade de um computador central determinando quais palavras deveriam ser utilizadas. Esse comportamento é conhecido como comunicação emergente. Por que as máquinas precisam de uma linguagem própria? Robôs, veículos autônomos e equipamentos industriais utilizam sensores para interpretar o ambiente. Entre essas tecnologias estão câmeras, radares, sensores infravermelhos e sistemas de detecção de distância. Entretanto, dois equipamentos podem interpretar os mesmos dados de maneiras diferentes. A criação de conceitos compartilhados pode permitir que esses sistemas se comuniquem de forma mais eficiente, mesmo quando seus sensores apresentam características distintas. A proposta não é substituir os idiomas humanos, mas desenvolver uma comunicação adequada às necessidades das máquinas. Experimentos com diferentes informações Para avaliar o método, os pesquisadores realizaram testes utilizando 37 conjuntos de dados. Os experimentos envolveram informações de diferentes áreas, incluindo: Dados científicos sobre exoplanetas. Análises físico-químicas. Imagens de animais e rostos. Informações visuais utilizadas em tarefas de reconhecimento. Os agentes conseguiram desenvolver vocabulários compartilhados para representar características relevantes desses dados. Outro resultado importante foi a capacidade de adaptação: quando as condições mudavam, os sistemas podiam ajustar os conceitos utilizados. O que muda para o futuro da inteligência artificial? A descoberta poderá contribuir para o desenvolvimento de tecnologias nas quais diferentes sistemas inteligentes precisam colaborar. Entre as aplicações possíveis estão robôs trabalhando em conjunto, veículos autônomos compartilhando informações e redes de sensores industriais. Os pesquisadores também destacam uma característica relevante: os significados criados pelos agentes podem ser associados aos dados utilizados em sua formação. Isso oferece uma possibilidade de compreender melhor como determinadas informações são representadas dentro desses sistemas. Entretanto, a pesquisa ainda não demonstra que máquinas desenvolveram consciência, intenções próprias ou uma linguagem comparável, em toda a sua complexidade, à comunicação humana. Conclusão A inteligência artificial está avançando para além da interpretação de textos, imagens e comandos. A capacidade de desenvolver sistemas próprios de comunicação representa uma nova possibilidade para a colaboração entre máquinas. No futuro, tecnologias inteligentes poderão não apenas compreender os humanos, mas também encontrar maneiras mais eficientes de compartilhar informações entre si. Fontes e referências Universidade Livre de Bruxelas (VUB) — 15 de outubro de 2026 AI agents develop their own 'artificial natural language' to communicate about complex data. https://techxplore.com/news/2026-10-ai-agents-artificial-natural-language.html Transactions of the Association for Computational Linguistics — 2026 Emergent Communication in Continuous Worlds: Self-Organisation of Conceptually Grounded Vocabularies at Scale. DOI: https://doi.org/10.1162/tacl.a.799

  • CERN anuncia inteligência artificial para acelerar descobertas sobre o universo

    Parceria com a Mistral AI pretende desenvolver um modelo de inteligência artificial especializado em física de partículas, capaz de analisar dados de experimentos científicos. Inteligência artificial encontra a física de partículas O CERN, Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, anunciou em 15 de outubro de 2026 uma parceria estratégica com a empresa francesa Mistral AI para desenvolver uma nova geração de inteligência artificial voltada à pesquisa científica. O projeto recebeu o nome de Flare e tem como objetivo criar um modelo de IA especializado na análise de dados produzidos por experimentos de física de partículas. A iniciativa representa uma nova etapa na integração entre inteligência artificial e ciência, com potencial para auxiliar pesquisadores na investigação dos componentes fundamentais da matéria. Como funcionará a nova inteligência artificial? Diferentemente dos sistemas de IA generativa treinados principalmente com textos, o Flare deverá aprender a partir de bilhões de simulações de colisões entre partículas. Essas simulações reproduzem fenômenos investigados em aceleradores como o Grande Colisor de Hádrons (LHC), localizado no CERN, próximo à fronteira entre a Suíça e a França. O objetivo é desenvolver um sistema capaz de reconhecer padrões complexos e auxiliar na interpretação dos resultados experimentais. Atualmente, a análise desses dados envolve diferentes algoritmos especializados. A proposta é investigar se um modelo mais abrangente poderá executar diversas dessas tarefas de maneira integrada. Uma quantidade extraordinária de informações O CERN possui uma das maiores infraestruturas de pesquisa científica do planeta. Seus experimentos produzem volumes gigantescos de dados, que precisam ser processados e analisados para identificar eventos relevantes. Segundo as informações divulgadas sobre a parceria, os recursos de dados do LHC alcançam aproximadamente um exabyte, equivalente a um bilhão de gigabytes. Com a modernização do acelerador prevista para os próximos anos, esse volume deverá aumentar significativamente. A inteligência artificial poderá se tornar uma ferramenta importante para lidar com essa expansão. Quais descobertas poderão surgir? A nova tecnologia poderá contribuir para pesquisas sobre questões fundamentais da física, incluindo: O comportamento das partículas elementares. As forças que governam as interações da matéria. A identificação de padrões em colisões de alta energia. O aperfeiçoamento de métodos de análise científica. No entanto, o Flare ainda está em desenvolvimento. A parceria não significa que novas partículas tenham sido descobertas ou que o sistema já tenha produzido resultados científicos inéditos. IA como parceira dos cientistas Uma das características mais importantes dessa iniciativa é a utilização da inteligência artificial como ferramenta de apoio à pesquisa. Ao processar grandes volumes de informações, sistemas especializados podem ajudar cientistas a identificar relações que merecem investigação aprofundada. A interpretação dos resultados, a validação dos experimentos e a confirmação das descobertas continuam dependendo do trabalho científico. O projeto também poderá contribuir, futuramente, para o desenvolvimento de modelos especializados em outras áreas do conhecimento. Conclusão A parceria entre CERN e Mistral AI demonstra como a inteligência artificial está ampliando seu papel na ciência. Mais do que responder perguntas ou produzir conteúdos, a IA começa a ser desenvolvida especificamente para enfrentar desafios complexos da pesquisa fundamental. A próxima grande descoberta sobre o universo poderá surgir da combinação entre inteligência humana, experimentos científicos e inteligência artificial. Fontes e referências Reuters — 15 de outubro de 2026 CERN and Mistral partner to build Flare, a new AI model for physics. https://www.reuters.com/science/cern-mistral-partner-build-ai-foundation-models-physics-2026-10-15/ CERN — Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear https://home.cern/

  • Cientistas controlam estados quânticos em moléculas e abrem caminho para novas tecnologias

    Pesquisa internacional combina moléculas de carbono e supercondutividade para investigar componentes quânticos em escala quase atômica. Uma descoberta na fronteira da física quântica Pesquisadores internacionais desenvolveram uma nova plataforma experimental que permite investigar propriedades quânticas de cadeias moleculares extremamente pequenas. O avanço foi divulgado em 15 de outubro de 2026 pela Universidade de Queensland, na Austrália, e representa mais um passo na busca por componentes capazes de explorar fenômenos quânticos em escalas cada vez menores. O estudo, publicado na revista científica Nature, reuniu moléculas de carbono e materiais supercondutores em uma mesma estrutura. Como funciona a nova tecnologia? Os cientistas construíram pequenas cadeias de moléculas chamadas trianguleno, organizadas sobre uma superfície de ouro especialmente preparada. Embora o ouro normalmente não seja supercondutor, os pesquisadores utilizaram uma camada de material supercondutor sob sua superfície, permitindo induzir propriedades de supercondutividade no sistema. A supercondutividade é um fenômeno físico no qual determinados materiais podem conduzir corrente elétrica sem resistência, sob condições específicas. Essa combinação criou um ambiente favorável para observar propriedades quânticas das cadeias moleculares. O comportamento surpreendente das moléculas Um dos resultados mais interessantes foi a descoberta de que o comportamento quântico das cadeias depende da quantidade de moléculas presentes. Cadeias com números pares e ímpares de unidades apresentaram características diferentes. Essa diferença está relacionada aos estados de spin quântico localizados nas extremidades das estruturas. O spin é uma propriedade fundamental de partículas como os elétrons e desempenha um papel importante em diversas tecnologias quânticas. Ao modificar o comprimento das cadeias, os pesquisadores conseguiram alterar os estados quânticos investigados. Por que essa descoberta é importante? Um dos grandes desafios da tecnologia quântica é desenvolver sistemas cada vez menores, que possam ser controlados e estudados com precisão. A nova plataforma oferece uma maneira de investigar como informações quânticas poderiam ser representadas e manipuladas em estruturas moleculares. Entre as possibilidades futuras estão: Desenvolvimento de componentes quânticos em escala molecular. Novas formas de estudar e controlar estados de spin. Pesquisa de materiais com propriedades eletrônicas especiais. Avanços na construção de dispositivos quânticos miniaturizados. Entretanto, os cientistas ressaltam que o trabalho representa pesquisa fundamental, e não a criação de um dispositivo comercial pronto para utilização. O futuro pode estar nas moléculas A pesquisadora Katerina Vaxevani, que liderou o trabalho no CIC nanoGUNE, na Espanha, antes de ingressar na Universidade de Queensland, destacou a importância de compreender os limites da miniaturização das tecnologias quânticas. A possibilidade de estudar estados quânticos em estruturas construídas praticamente molécula por molécula poderá contribuir para novas estratégias de desenvolvimento tecnológico. Os próximos estudos deverão investigar como integrar essas estruturas a dispositivos funcionais. Conclusão A descoberta mostra como a combinação entre química molecular, supercondutividade e física quântica pode abrir novas possibilidades de pesquisa. Embora aplicações práticas ainda estejam em desenvolvimento, o experimento representa um avanço na compreensão e no controle de propriedades fundamentais da matéria. O futuro da tecnologia quântica poderá ser construído em dimensões tão pequenas quanto as próprias moléculas. Fontes e referências Universidade de Queensland — 15 de outubro de 2026 Tiny molecular chains take a superconducting leap towards quantum devices. https://science.uq.edu.au/article/2026/10/tiny-molecular-chains-take-superconducting-leap-towards-quantum-devices Revista científica Nature — 2026 Pesquisa sobre cadeias moleculares de trianguleno acopladas a uma superfície supercondutora, conforme divulgada pela Universidade de Queensland.

  • Cientistas conseguem movimentar diamante com fenômeno quântico em experimento inédito

    Pesquisa realizada no Japão demonstra como propriedades quânticas dos elétrons podem produzir movimentos em um objeto visível, abrindo novas possibilidades para o estudo da física. A física quântica ultrapassa o mundo microscópico Uma descoberta anunciada em 8 de outubro de 2026 pelo Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST), no Japão, representa um avanço importante no estudo da relação entre fenômenos quânticos e objetos macroscópicos. Pesquisadores conseguiram movimentar um pequeno diamante, com aproximadamente um centímetro de largura, utilizando exclusivamente uma força associada ao spin dos elétrons. O experimento demonstrou que propriedades quânticas, normalmente investigadas em escalas microscópicas, também podem produzir efeitos mecânicos mensuráveis em objetos maiores. Como o experimento funcionou? Os cientistas utilizaram um diamante especialmente preparado e mantido em levitação magnética. Em seu interior, determinados defeitos na estrutura cristalina permitem controlar e estudar propriedades quânticas dos elétrons. Uma dessas propriedades é o spin, característica fundamental das partículas que está relacionada ao seu comportamento magnético. Ao controlar os spins eletrônicos, os pesquisadores produziram uma força capaz de deslocar o diamante suspenso. O movimento foi extremamente pequeno, mas suficiente para ser detectado experimentalmente. Por que essa descoberta é importante? A mecânica quântica descreve fenômenos fundamentais que ocorrem em átomos, elétrons e outras partículas. Entretanto, observar efeitos quânticos em objetos maiores representa um desafio, porque suas interações com o ambiente dificultam a preservação de determinados estados quânticos. O experimento japonês demonstra uma nova maneira de conectar propriedades microscópicas a movimentos mecânicos de um objeto macroscópico. Essa possibilidade é especialmente relevante para pesquisas que investigam os limites entre a física quântica e a física clássica. Quais tecnologias podem surgir? Os resultados podem contribuir para o desenvolvimento de instrumentos científicos mais sensíveis e novas plataformas experimentais. Entre as possibilidades investigadas estão: Sensores capazes de detectar forças extremamente pequenas. Sistemas de medição baseados em propriedades quânticas. Experimentos sobre o comportamento da matéria em diferentes escalas. Novos estudos sobre a relação entre mecânica quântica e gravidade. Essas aplicações ainda dependem de pesquisas adicionais. É importante destacar que o experimento não demonstrou que o diamante inteiro entrou em um estado de superposição quântica. O resultado comprovado foi o deslocamento do objeto por uma força produzida pelo controle de spins eletrônicos. Uma nova fronteira para a ciência A pesquisa reforça que a física quântica não está limitada a fenômenos sem consequências no mundo visível. Suas propriedades já sustentam tecnologias como lasers, semicondutores e equipamentos de ressonância magnética. Agora, novos experimentos procuram compreender como esses princípios podem ser explorados em sistemas mecânicos cada vez maiores. Conclusão Movimentar um diamante utilizando propriedades quânticas dos elétrons representa um avanço experimental significativo. Mais do que produzir movimento, a descoberta oferece aos pesquisadores uma nova ferramenta para investigar os fundamentos da natureza. A física quântica continua mostrando que os fenômenos mais discretos da matéria podem produzir efeitos surpreendentes no mundo que enxergamos. Fontes e referências Okinawa Institute of Science and Technology (OIST) — 8 de outubro de 2026 First observation of quantum spins shifting a centimeter-scale object in the lab. https://www.oist.jp/news-center/news/2026/10/8/first-observation-quantum-spins-shifting-centimeter-scale-object-lab

  • Física quântica avança: cientistas transmitem partículas entrelaçadas por 62 quilômetros

    Experimento realizado nos Estados Unidos demonstra que fenômenos quânticos podem ser preservados em redes de fibra óptica, aproximando a ciência de uma futura internet quântica. Um novo avanço na comunicação quântica Em agosto de 2026, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) anunciou os resultados de um experimento que representa um avanço importante para as futuras redes de comunicação quântica. Pesquisadores conseguiram distribuir fótons entrelaçados por aproximadamente 62 quilômetros de fibra óptica, utilizando uma conexão entre instalações do NIST e da Universidade de Maryland. O resultado demonstra que propriedades quânticas extremamente delicadas podem ser preservadas mesmo em condições reais de infraestrutura. O que é o entrelaçamento quântico? O entrelaçamento quântico é um fenômeno da física no qual duas ou mais partículas apresentam propriedades correlacionadas de uma maneira que não pode ser explicada apenas pela física clássica. Quando partículas estão entrelaçadas, os resultados de determinadas medições apresentam relações especiais, mesmo quando elas se encontram distantes. Esse comportamento foi um dos aspectos da mecânica quântica que intrigaram Albert Einstein. Entretanto, existe uma distinção fundamental: o entrelaçamento não permite transmitir mensagens instantaneamente nem ultrapassar a velocidade da luz. Sua importância está nas novas possibilidades de processamento, medição e proteção de informações. Como o experimento foi realizado? Os cientistas utilizaram pares de fótons, partículas que compõem a luz. Esses fótons foram transmitidos por uma rede de fibra óptica que incluía trechos aéreos, sujeitos a alterações ambientais capazes de prejudicar seus estados quânticos. Para enfrentar esse desafio, os pesquisadores desenvolveram mecanismos de estabilização da polarização da luz. Durante um experimento contínuo de 24 horas, o sistema manteve a distribuição de entrelaçamento operacional durante aproximadamente 92,8% do tempo. O resultado mostrou que redes quânticas podem funcionar em condições mais próximas das encontradas nas telecomunicações convencionais. Por que essa descoberta é importante? O entrelaçamento quântico é considerado um recurso fundamental para diversas tecnologias em desenvolvimento. Entre as aplicações investigadas estão: Comunicação quântica: novas técnicas de distribuição de informações e chaves criptográficas. Computação quântica distribuída: conexão entre processadores quânticos localizados em diferentes instalações. Sensores quânticos: medições de alta precisão em aplicações científicas e tecnológicas. Internet quântica: futura infraestrutura capaz de conectar dispositivos que utilizam estados quânticos. Essas possibilidades ainda enfrentam desafios técnicos importantes, especialmente relacionados à perda de fótons e à preservação do entrelaçamento em longas distâncias. O futuro das redes quânticas A construção de uma internet quântica não significa substituir completamente a internet atual. A expectativa dos pesquisadores é desenvolver uma infraestrutura complementar, voltada a aplicações que utilizam propriedades específicas da mecânica quântica. O experimento de 62 quilômetros demonstra que parte dessa infraestrutura poderá aproveitar tecnologias de fibra óptica já utilizadas atualmente. Embora uma internet quântica de grande escala ainda não seja realidade, os resultados representam um avanço concreto nessa direção. Conclusão A física quântica continua ultrapassando os limites dos laboratórios e aproximando descobertas fundamentais de aplicações tecnológicas. A capacidade de preservar o entrelaçamento entre partículas separadas por dezenas de quilômetros mostra como fenômenos antes considerados exclusivamente teóricos podem contribuir para novas tecnologias. O futuro da comunicação poderá depender não apenas da velocidade das informações, mas também das propriedades quânticas da própria luz. Fontes e referências NIST — 5 de agosto de 2026‘Spooky’ Particles Transit DC Suburbs, a Step Toward a Quantum Network.https://www.nist.gov/news-events/news/2026/08/spooky-particles-transit-dc-suburbs-step-toward-quantum-network NIST — 15 de junho de 2026Entanglement Distribution over a Polarization-Stabilized Aerial Fiber.https://www.nist.gov/publications/entanglement-distribution-over-polarization-stabilized-aerial-fiber-0 Physical Review Letters — 30 de setembro de 2026Measurement-Device-Independent Entanglement Quantification in a Fully Connected Time-Bin Quantum Network.https://doi.org/10.1103/hpfg-ljzr

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