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Sensores vestíveis e IA transformam o monitoramento de atletas

3 de out.
2 min de leitura

A combinação de sensores vestíveis e inteligência artificial está abrindo novas possibilidades para acompanhar movimentos, cargas e padrões biomecânicos durante a prática esportiva.

Pesquisadores desenvolveram um sistema capaz de reunir diferentes tipos de dados do corpo e analisá-los por inteligência artificial com o objetivo de identificar movimentos associados a maior risco de lesões.

O atleta cada vez mais conectado

O sistema combina sensores inerciais, sensores flexíveis de deformação e sensores de pressão instalados em palmilhas.

Esses dispositivos permitem acompanhar diferentes informações biomecânicas, incluindo movimento das articulações, deformação local dos tecidos e distribuição das forças exercidas contra o solo.

Os dados são sincronizados e analisados por modelos computacionais capazes de reconhecer padrões ao longo do movimento.

Inteligência artificial analisa os movimentos

Em vez de depender apenas de limites fixos, o sistema utiliza modelos de inteligência artificial e mecanismos adaptativos para analisar diferentes momentos da atividade física.

A proposta é identificar padrões considerados de maior risco e gerar alertas com baixa latência, aproximando a análise biomecânica do próprio ambiente em que o esporte acontece.

Parte do processamento também pode ocorrer diretamente no dispositivo, reduzindo a necessidade de enviar constantemente os dados para sistemas externos.

Testes em basquete e corrida

Nos experimentos descritos pelos pesquisadores, o sistema foi avaliado em diferentes situações esportivas.

Em movimentos de parada e salto no basquete, a tecnologia conseguiu identificar aumento do risco relacionado ao valgo do joelho antes de o ângulo máximo analisado ser atingido.

No acompanhamento de corrida de longa distância, o sistema também detectou progressivamente assimetrias na marcha de participantes classificados no grupo de maior risco.

Após uma intervenção, os pesquisadores registraram redução de 18% no pico de carga nesse grupo.

Tecnologia como apoio à prevenção

Os resultados mostram o potencial de combinar diferentes sensores com inteligência artificial para acompanhar o atleta de maneira contínua.

Uma revisão sistemática publicada em setembro de 2026 também aponta que a integração entre IA e tecnologias vestíveis vem sendo estudada para gerenciamento de carga, análise de desempenho e previsão de lesões.

Ainda existem desafios importantes, incluindo diferenças entre conjuntos de dados, interpretação dos modelos e validação em condições esportivas diversas.

Por isso, essas tecnologias devem ser entendidas como ferramentas de apoio ao monitoramento e à tomada de decisão, e não como garantia de prevenção de lesões.

Um esporte cada vez mais orientado por dados

Sensores menores, processamento local e modelos de inteligência artificial mais avançados estão aproximando análises antes restritas a laboratórios da rotina de treinamento.

A evolução dessa tecnologia poderá permitir que treinadores, profissionais da saúde e atletas compreendam com maior precisão como o corpo responde às diferentes cargas e movimentos.

O esporte do futuro pode ser cada vez mais conectado — não apenas registrando resultados, mas interpretando o movimento enquanto ele acontece.

Fonte científica: BMC Sports Science, Medicine and Rehabilitation — DOI: 10.1186/s13102-026-01761-2

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